"De Oslo a Bilbao e de Nápoles, passando por
Madri, Marselha e Munique, a parcela dos toxicômanos e vendedores de droga na
população reclusa conheceu um aumento espetacular, paralelo, sem ser da mesma
escala, ao observado nos Estados Unidos. Por toda a Europa, a política de luta
contra a droga serve de biombo para ‘uma guerra contra os componentes da
população percebidos como os menos úteis e potencialmente mais perigosos,
‘sem-emprego’, ‘sem-teto’, ‘sem-documento’, mendigos, vagabundos e outros
marginais." (WACQUANT,
Loïc. As prisões da miséria. 2. ed. Rio
de Janeiro: Zahar, 2011, p. 121).
Somos sujeitos aprendentes. A vida e o sentido do humano se constituem nas intermitentes e infinitas travessias, no encontro com o/a Outro/a. E o encontro com a realidade é o chão da fé vivida que profetiza a esperança.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
sábado, 25 de junho de 2016
"Ninguém é excluído porque é pobre..."
De Walter Mignolo: "Ninguém é excluído porque é pobre. Ao contrário, ele/ela se torna pobre porque é excluído/a."
Historias locais / projetos globais
terça-feira, 14 de junho de 2016
M. K. Gandhi: O problema da educação
Há quase cem anos Gandhi escrevia: "O governo nos roubou nossa dignidade. Se um ladrão saqueia a nossa casa, e carrega a nossa riqueza e, em seguida, vem nos dizer: 'eu criei uma escola com a riqueza que tirei de você; junte-se à escola e receba a sua educação lá', que resposta daremos? Estou certo de que iremos dizer-lhe que não queremos a sua educação. [...] A questão é simples: você está preparado para boicotar as atuais escolas que se tornaram um veneno para nós? Minha resposta é que você deve." Atual, não?!
O problema da educação, livro que reúne textos de M. Gandhi. Num deles, Convocação para a luta pela liberdade, Gandhi pede para que os estudantes ocupem e boicotem as escolas. Não porque ele era contra a educação, mas porque a educação de então era uma educação voltada para os interesses dominantes, o colonialismo inglês.
O problema da educação, livro que reúne textos de M. Gandhi. Num deles, Convocação para a luta pela liberdade, Gandhi pede para que os estudantes ocupem e boicotem as escolas. Não porque ele era contra a educação, mas porque a educação de então era uma educação voltada para os interesses dominantes, o colonialismo inglês.
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Teologia Palestina da Libertação - Naim Stifan Ateek
Na medida em que a teologia assume a condição de
estar à margem ou mesmo fora das bordas que o sistema hegemônico estabelece, tornando-se
caminhada junto ao povo que luta por justiça e transformação social, há um sopro
que reaquece a brasa que arde no coração da mensagem bíblica. Memória do amor que
se faz eucaristia da libertação. A Palavra
de Deus surge como uma mensagem de vida, esperança, ela nasce no coração
dos pequeninos. Enfatizar o aspecto libertador da Palavra de Deus significa, no dizer de Naim Ateek, que fala a partir
de uma teologia palestina da libertação, significa “sintonizar nossos ouvidos ao
que Deus está dizendo para nós hoje e ao que Ele pretende realizar através de nós
neste mundo por Ele é amado e, para o qual, Cristo foi enviado”. De modo que “a
teologia da libertação é uma forma de falar profeticamente e contextualmente
para uma situação particular, especialmente onde a opressão, o sofrimento e a
injustiça permanecem reinando”. Em suma, escutar a Palavra de Deus, tal como no contexto do Oriente Médio, realidade esta
que toca a Ateek, implica ter a sensibilidade solidária de que “Deus tem alguma
coisa muito importante para dizer tanto para o oprimido como para os opressores
[...]”.
(ATEEK,
Naim Stifan. Justice and Only Justice: a
Palestian Theology of Liberation. New York: Orbis Book, 1989).
quarta-feira, 8 de junho de 2016
A Black Theoloogy of Liberation
"A experiência negra é a fonte da teologia negra
porque esta teologia procura relacionar a revelação bíblica com a situaçao dos
negros na América. Isso significa que a teologia negra não pode falar de Deus e
o envolvimento de Deus na America contemporânea sem idendificar a presença de
Deus com os eventos de libertação na comunidade negra." (James H. Cone).
O espiritual e o blues - James Cone
Desde as canções de Blind Lemon Jerfferson (1893-1929), Bessie Smith (1894-1937), Little Milton (1934-2005), B. B. King (1925-2015), dentre outros/as, a black music inspira e impulsiona a luta por liberdade, fraternidade inter-racial e justiça social. “O Espírito é a presença de Deus com o povo e a vontade de Deus é lhe fornecer coragem e força para continuar realizando [a transformação da vida]. E as pessoas, gratas pela presença de Deus, renovam semanalmente o pacto de ‘aguentar até ao fim’.” (James Cone).
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