terça-feira, 4 de abril de 2017

Ecos da escravidão



Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a abolição da escravatura no Brasil? Mas, de fato, em que medida a abolição significou libertação? Como foi o 14 de maio de 1888 e como isso repercute até os dias de hoje? Para refletir sobre essas questões e outras que implicam a realidade da escravidão, no Brasil, que perdurou por mais de três séculos, vale a pena conferir o documentário
"Ecos da escravidão - ecos da reportagem". O documentário é uma produção da TV Brasil (2015).



domingo, 15 de janeiro de 2017

Educar para a sabedoria do amor


ISBN: 978-85-356-3207-1 Páginas: 240
Edição: 0
Idioma: PORTUGUES
Formato: (17,0 x 24,0

Este livro integra a coleção Interfaces, que publica os trabalhos vencedores do Prêmio Soter-Paulinas de Teses. Concebido e organizado numa parceria entre a Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (Soter), Paulinas Editora e a revista Ciberteologia, o concurso acolhe as melhores teses defendidas em Programas de Pós-graduação em Ciência da Religião e/ou Teologia, os quais têm por objeto a religião, em suas múltiplas facetas e vieses. Essa iniciativa quer ser mais um incentivo à pesquisa e aos profissionais dessas áreas, na expectativa de que se incremente ainda mais no Brasil o estudo acadêmico do fato religioso e se criem novos canais de divulgação da considerável produção já existente em nossos centros de pós-graduação. O conceito de alteridade levinasiano não é apenas mais uma categoria filosófica dentre outras. A alteridade exprime uma sabedoria pertinente para a consecução de uma educação ética, em que o sujeito é interpelado para o êxodo, um sair de si mesmo ao encontro do outro. A humanidade do eu é possível a partir da humanidade do outro, numa subjetividade que se faz hospitalidade. Daí o significado de uma educação para a sabedoria do amor. Discutir o tema da alteridade no contexto educativo é, de certa forma, contrastar com uma sociedade que teima tolher a palavra do outro. Com efeito, é na autenticidade do encontro com o outro e a outra que os seres humanos se vão constituindo sujeitos da própria história. E autenticidade, no contexto da alteridade, significa hospitalidade e não indiferença para com o próximo. No encontro face a face, a humanidade constrói o caminho da libertação (êxodo), que é a própria abertura do eu ao outro, sinalizando ali a passagem do Inaudito. Reconhecido com méritos no Prêmio Soter-Paulinas de Teses, o presente trabalho traduz uma criativa interlocução entre o pensamento do filósofo judeu-lituano Emmanuel Lévinas e a realidade brasileira e latino-americana, na perspectiva de uma educação que desperte nas pessoas a sabedoria do amor.
Educar para a sabedoria do amor: a alteridade como paradigma educativo

Divulgando meu livro "Economia para a vida: a rebelião dos limites...


Economia para a vida

Teologia Pública: Economia para a vida: a rebelião dos limites e o itinerário teológico para uma economia solidária - Volume 6
Este volume se destaca dentro da Série Teologia Pública por ser a primeira obra de um único autor com um único foco temático. Ela é fruto do prêmio CAPES de teses de 2011 que o autor ganhou pela sua tese de doutorado defendida na Faculdades EST.


Luís Carlos Dalla Rosa dialoga com diversos autores e apresenta experiências de diversas áreas do conhecimento para compor o entrelaçamento do tema em questão: a economia para a vida. A principal, mas não a única referência é o economista e teólogo Franz Hinkelammert, que vem desenvolvendo análises críticas do sistema capitalista neoliberal e suas consequências nefastas para grande parte das populações.

Diante de um contexto globalizado, no qual predomina um modelo econômico que é desumano e necrófilo, a viabilidade de uma economia com rosto humano e solidário, ecologicamente sustentável, brota de numerosas iniciativas no Brasil e no mundo, testemunhando que é possível uma economia para a vida. Conforme o autor: “O tempo ainda é de aprendências e travessias e, mesmo em intransponíveis penhascos, surgem flores que profetizam a esperança”.

Teologia Sistemática, Teologia Pública, Teologia Contemporânea
Editora Sinodal / EST
Luís Carlos Dalla Rosa
448 Páginas
16 x 23 cm

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Borderlands

"Uma fronteira é um lugar vago e indeterminado, um lugar criado pelo resíduo emocional de um limite não natural. É um constante estado de transição. O proibido e o esquecido são seus habitantes. 'Los atravesados' vivem aqui: os mal-encarados, os perversos, os esquisitos, os incômodos, os mestiços, os mulatos, os mamelucos, os semi-mortos. Em suma, aqueles que cruzam, passam pelos limites do 'normal'. (Glória Anzaldúa - Borderlands).

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Ponto e Linha - cercas e fronteiras


Fissurando pontos e linhas:

"Entre teu povo e o meu
Há um ponto e uma linha.
A linha disse: não há passagem.
O ponto, está fechada.
E assim entre todos os povos,
Linha e ponto, ponto e linha.
Com tantas linhas e tantos pontos
O mapa é um telegrama.
Caminhando pelo mundo
Se veem rios e montanhas,
Se veem selva e desertos,
Porém, não há pontos nem linhas.
Porque essas coisas não existem,
Mas foram traçadas
Para que minha fome e a tua
Permaneçam sempre separadas."

KHATIBI, Abdelkebir. Love in Two Languages (Amor bilíngue). Minneapolis: University of Minnesota, 1990, p. 73.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Justa Memória



Se a justiça dos tribunais não consegue atender à justa memória, a evocação daqueles/as que tombaram sob o peso da tirania e da indiferença, continua soando como uma responsabilidade ética. Tal como na interpelação de T. Adorno (In: Educação e emancipação) à educação, que Auschwitz não se repita, apesar das constantes frustrações, porque há reprises do totalitário, a tarefa primordial continua à luta para que não se repita a tirania de toda espécie. Aliás, um dos lamentos de Mandela (In: Conversas que eu tive comigo), no contexto sul-africano, chama a atenção para o fato de que “em geral, os professores se esquivam de temas como opressão racial, falta de oportunidades para os negros e as numerosas indignidades a que o negro é submetido na vida diária”. Com efeito, diz Mandela, “um novo mundo não será conquistado por aqueles que se mantêm a distância com os braços cruzados, mas por aqueles que estão na arena, cujas vestes estão rasgadas por tempestades e cujos corpos são mutilados no decorrer da luta”.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

As duas maneiras de viver o inferno que está entre nós (Ítalo Calvino):


“O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno,  e preservá-lo, e abrir espaço”.
(CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 150).